Dicas

Formas Diferentes de Controlar Pragas nas Lavouras

Image default

Diferentes alternativas para realizar o controle de pragas.

 

 

O ataque de pragas na agricultura, de insetos, fungos e outros organismos nocivos, são capazes de trazer grandes prejuízos ao produtor rural.

Em tais casos, geralmente o agricultor utiliza apenas a defensivos agrícolas. Apesar de sua eficácia comprovada, atualmente existem diversas formas alternativas para o controle de pragas na agricultura. Confira logo abaixo:

 

Como é feito o controle de pragas atualmente?

A técnica mais comum e conhecido hoje em dia é o controle químico.

De fato, os defensivos agrícolas são produtos muito eficazes e importantes para o controle de pragas. Especialmente quando o agente nocivo já está presente na lavoura. São produtos que exigem obediência às diferentes normas e regras, como a utilização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e o respeito aos períodos de carência.

No entanto, o uso excessivo e inadequado de agrotóxicos tem preocupado a muitos agricultores e pesquisadores, uma vez que o controle de pragas, plantas invasoras e doenças na agricultura está se tornando cada vez mais difícil.

Pulverizações repetidas sem o devido acompanhamento e controle podem resultar na seleção de organismos resistentes a esses produtos. O resultado inevitável é o aumento dos custos de produção e, em casos mais graves, a perda de toda a plantação.

Por este motivo, diversas formas alternativas para o controle de pragas na agricultura têm sido desenvolvidas e aplicadas no campo.

Essas alternativas complementam e reduzem o uso de pesticidas,  trazendo resultados animadores para os agricultores. Então vamos falar sobre essas iniciativas!

Quais são os métodos alternativos podem ajudar no controle de pragas?

1. Novas tecnologias de aplicação

Ao realizar a pulverização, é muito difícil conseguir depositar o produto apenas no objetivo. Muitas vezes, parte do defensivo se perde por causa da deriva, evaporação ou pela realização de uma área não desejada. Com isso, reduz-se a quantidade de produto sobre o alvo.

Portanto, as tecnologias que vem a bordo de equipamentos agrícolas têm como principal objetivo melhorar e tornar mais eficiente a aplicação de defensivos. Isso reduz ao máximo as perdas e dosagem na medida exata da quantidade de produto utilizado.

Sistemas de telemetria, por exemplo, são capazes de calcular a dose e o volume dos produtos aplicados com base em dados retirados do clima.  Eles calculam os níveis de temperatura e de umidade, da maquinaria e das condições do solo.

Esses sistemas fazem também um diagnóstico completo da agricultura, a fim de otimizar as operações e torná-las mais eficazes. Com isso, a telemetria contribui para o aumento da produtividade e redução de custos, entre 3% e 15%!

Estes recursos fazem parte de agricultura de precisão . Um conjunto de técnicas e tecnologias utilizadas para registrar e analisar os dados de forma sistemática, sobre os diversos fatores que podem influenciar na produção.

Portanto as Informações sobre as variações do clima,  volumes de produção, perdas de colheita e despesas de defensivos agrícolas são reunidas e avaliadas. Os resultados servem para a elaboração de estratégias e ações para a eliminação de desperdícios e aumentar a produtividade por hectare.

 

2. MIP — Manejo Integrado de Pragas

Variar o defensivo agrícola e aplicar menos são duas regras básicas do MIP — Manejo Integrado de Pragas. Esta abordagem engloba um conjunto de técnicas alternativas propostas pela comunidade científica, que reduzem as pragas a níveis inofensivos para as plantações.

As técnicas de Manejo Integrado de Pragas proporcionam ao negócio uma grande economia na compra de agroquímicos.  É  possível reduzir a quantidade de aplicativos por meio da análise de dados e monitoramento constante da lavoura.

Por conta disso, os operadores permanecem menos tempo expostos aos produtos, o que ajuda a preservar a sua saúde e integridade. No mais, há benefícios diretos na proteção dos recursos naturais, solo e rios, já que as possibilidades de contaminação encontram-se reduzidas.

3. O controle biológico

O controle biológico é o uso de inimigos naturais para o controle de pragas agrícolas. Estes organismos benéficos podem ser insetos predadores ou até mesmo microorganismos (como bactérias e fungos).

Eles não são nocivos para a saúde ou para o meio ambiente e não deixam resíduos na propriedade. Um exemplo é o Baculovírus, que ataca a lagarta da soja. Ele pode ser dissolvido em água para ser pulverizado, e não traz riscos para a saúde do homem, nem contamina o solo e as fontes de água.

Ao usar um tipo de controle biológico, o produtor pode adiar a aplicação de defensivos.  Já que se alcança uma boa proporcionalidade entre as populações de insetos benéficos. Isso significa que menos intervenções serão necessárias.

4. Rotação de culturas

Quando a mesma cultura ocorre repetidamente no mesmo lugar (monocultura), é comum que a presença e a quantidade de pragas e doenças aumentem. Por outro lado, a rotação de culturas impede a fixação e a multiplicação de uma doença.

Por meio desta técnica agrícola, o agricultor pode planejar a alternância dos tipos de vegetais cultivados no terreno. Além de controlar as pragas, a prática também ajuda a preservar as boas condições físicas e bioquímicas do solo. Ajuda também a repor a matéria orgânica e facilitar a fertilização.

5.Defensivos organominerais

O organominerais são fertilizantes que contêm concentrações de carbono orgânico e nutrientes benéficos para a agricultura.  Possuem quantidades que variam em função da consistência do produto (sólido ou líquido) ou o modo de como se aplica.

Este material pode ser de origem vegetal, animal ou industrial. São substâncias facilmente absorvidas pelas plantas através de suas folhas, caule e da raiz. Melhora também os processos fisiológicos, como a fotossínteses, e ativando o metabolismo.

Embora não seja diretamente uma das formas alternativas para o controle de pragas na agricultura, os organominerais nutrem as plantas, de tal forma que se tornam mais resistentes ao ataque de pragas e doenças. Sendo assim, é necessário um menor uso de agroquímicos para garantir a sua qualidade final.

6. Feromonas para atrair (e eliminação) de pragas

Esta técnica consiste na utilização de feromonas para o controle de pragas nas culturas. Esta substância é um agente natural utilizado por  organismos para se comunicar com outros insetos da mesma espécie. Eles transmitem” avisos diversos, como a presença de predadores, demarcação de território, reprodução, etc.

Por exemplo, para controlar as pragas de percevejos nas lavouras de soja e arroz, a Embrapa realizou pesquisas com o macho da espécie, retirando o feromônio natural, expresso por ela e fabricada em laboratório. De lá se espalhou dispositivos que liberam o feromônio nas armadilhas, que atrai e captura das fêmeas.

Todas estas formas alternativas para o controle de pragas nas culturas, reduzem o uso de pesticidas na produção. Elevam também a produtividade, além de aumentar a qualidade e a segurança dos alimentos oferecidos ao consumidor final.

 

 

 

Related posts

Conheça as estratégias que reduzem os custos na safra.

Máquinas Agrícolas: O Segredo Revelado Para Colher Mais

Conheça as práticas para manter a qualidade do grão e evitar perdas na colheita de milho

Leave a Comment

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. aceitar leia mais

Privacy & Cookies Policy
error: Content is protected !!