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Período chuvoso: como proteger a lavoura e realizar a correta aplicação de pesticidas

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As condições climáticas estão entre os principais elementos que afetam o sucesso da colheita. Afinal, fatores como a temperatura e a umidade impactam diretamente o desenvolvimento das plantas na lavoura.

Além disso, esse aspecto interfere também na eficiência de algumas operações, tais como a pulverização. Uma temporada de chuva, por exemplo, pode fazer o agricultor perder  suprimentos ou até  mesmo anular o efeito de pesticidas nas culturas.

Infelizmente, o agricultor não pode controlar o tempo. Mas ele pode se preparar para uma temporada de chuva e reduzir, ou mesmo evitar, o dano que o tempo pode causar para a sua produção.

Neste artigo, você vai ver que métodos têm sido empregados para proteger o cultivo em períodos de chuva e de como, mesmo nessas condições adversas de tempo, é possível aplicar pesticidas com eficiência.

Estação das chuvas — você sabe como proteger sua lavoura?

Existem alguns métodos que podem proteger suas colheitas da temporada de chuva. Vamos considerar o mais praticado atualmente.

Monitorar as condições meteorológicas

Não há nenhuma maneira para que o produtor prever exatamente o que vai acontecer. Mas o monitoramento de tendências  revela projeções que devem ser levadas em conta no momento de tomar medidas para proteger a produção. E não é apenas a presença ou ausência de chuva, que devem ser consideradas. Você também precisa verificar a regularidade e distribuição da precipitação.

Os dados fornecidos pelos satélites são fundamentais neste momento. Existem várias iniciativas para tornar essas informações acessíveis para o agricultor, com ferramentas que permitem o acompanhamento das culturas e sua relação com o clima, e também indicativo de perdas ou anomalias na lavoura.

O SOMABRASIL (Sistema de Observação e Monitoramento da Agricultura no Brasil) é um dos projetos disponíveis para o agricultor. Ele reúne e integra um banco de dados do censo de dados e imagens de satélite.

Outra iniciativa é o Sistema de TEMPOCAMPO, uma ferramenta desenvolvida pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. Ele monitora as culturas de milho, soja e cana-de-açúcar. Esta informação serve como base para você planejar o período de colheitas, como veremos abaixo.

Plano para o período de colheitas

Hoje, é possível prever as condições meteorológicas, com algum tempo de antecedência. Embora seja apenas uma previsão, estes dados dão uma ideia sobre a temperatura, o nível de precipitação, etc. Com isso, o produtor é capaz de reajustar as suas estratégias e para antecipar ou adiar o plantio e a colheita de determinadas culturas.

Estes dados também são úteis para escolher entre as cultivares de ciclos mais curtos ou mais longos. Por exemplo, quando há previsões de seca, é possível decidir em variedades de milho e soja com diferentes ciclos. Outra opção é o atraso da semeadura para proteger a cultura do tempo, o que pode comprometer o seu desenvolvimento.

O uso de plataformas tecnológicas.

Para garantir que o produtor vai levar em conta as alterações climáticas, no mercado existem plataformas que emite alertas quando há mudanças súbitas, ambientais extremas, e outros riscos para os olhos.

Este é o caso do TerraMA2, desenvolvido pelo INPE. A plataforma permite que o agricultor acompanhe os alertas de enchentes, secas, deslizamentos de terra, incêndios florestais e de outras situações meteorológicas adversas que poderiam prejudicar a sua produção.

Gerenciar o tráfego de máquinas

Embora eles são fundamentais em todas as fases do ciclo de produção, as máquinas agrícolas, precisam ser utilizadas de forma adequada para garantir que não irá causar danos à cultura. Na época de chuva, por exemplo, é necessário compreender em que dias da semana é apropriado para usar as máquinas. Se você rolar sobre o chão molhado,  pode compactar o solo, resultando em perda de macronutrientes.

Quando você realmente precisa usar as máquinas em dias de chuva, é necessário planejar o tráfego, a definição de um caminho fixo para reduzir a área impactada.

Siga o zoneamento agroclimático

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) é um estudo projetado para minimizar os riscos relacionados com as condições meteorológicas adversas. O relatório leva em conta as condições climáticas, o solo e ciclos dos cultivares.

O estudo é publicado por meio de decretos, da Secretaria de Política Agrícola do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Organizado pela cultura e estados, que determina as cultivares recomendadas para os municípios e os respectivos calendários de plantio.

Além de organizar o calendário agrícola com base nesta informação, é importante definir como e quando fazer as operações de pulverização, que se tornaram críticos na época das chuvas.

Variáveis climáticas — como aplicar os pesticidas?

Chuvas

A pulverização em tempo de chuva é um total desperdício. Alguns pesticidas requerem um certo tempo para ser absorvido pelas plantas e, assim, alcançar o efeito desejado. Com a precipitação, os produtos vão por água abaixo, desviando-se do alvo.

É necessário, também, observar a previsão de chuvas que vêm após a aplicação, para  não lave as folhas . Se isso ocorrer, pode ser necessário repetir a operação.

Este tempo entre a aplicação dos produtos e a chuva varia de produto para produto. Portanto, é necessário levar em conta as orientações do fornecedor. Alguns permitem a aplicação em um período mínimo de duas horas antes de a chuva.

Em relação após a chuva: alguns agricultores podem verificar a quantidade de gotas nas folhas ao sacudir o pé da planta; se ele está ainda esguichando água, é porque ainda é preciso esperar um pouco.

Umidade relativa do ar

Esta é uma das variáveis mais importantes para avaliar antes de pulverizar. Quanto menor a umidade do ar, mais rápida a gota da chuva vai perder a umidade. O ideal é que a umidade relativa do ar não esteja inferior a 55% ou acima de 95%.

Temperatura

As altas temperaturas devem ser evitadas, pois aceleram a evaporação. Elas geram uma corrente de ar ascendente que diminui a velocidade de queda das gotas. Assim, as aplicações são recomendadas para uso em temperaturas de até 32ºC.

Em dias frios (abaixo de 15ºC), é necessário verificar as recomendações dos produtos — nestas condições, alguns não funcionam corretamente. Além disso, as baixas temperaturas desaceleram o metabolismo das plantas, reduzindo a sua capacidade de absorver os produtos.

Ventos

Ventos fortes podem resultar em deriva . A baixa incidência de ventos (entre 0 e 2 km/h) também não é uma condição ideal, uma vez que o ar quente está perto do chão, preso por uma camada de ar frio, e, com isso, as partículas acabam ficando em suspensão por mais tempo, o que também implica em perdas. O ideal, portanto, é que a velocidade do vento é entre 2 e 10 km/h.

Estamos certos de que com o avanço planejamento e métodos e tecnologias apropriadas é possível ter bons resultados na lavoura, mesmo na estação chuvosa. O novo máquinas agrícolas agir em favor do produtor rural e de ter contribuído para que o agronegócio brasileiro continue a ser um dos mais importantes do mundo.

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